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Economia e negócios

Cesta básica em Campinas sobe 5,99% em setembro e chega a R$ 882,86

A cesta básica de Campinas custou R$ 882,86 em setembro, alta de 5,99% sobre agosto. Tomate e batata puxaram a inflação, enquanto banana e feijão ficaram mais baratos.

Por Redação Campinas SP · revisado por Thomas SoaresPublicado em · 3 min de leitura

Imagem criada com IA: Balcão de supermercado com frutas e vegetais frescos expostos para venda
Imagem ilustrativa gerada por IA.

A cesta básica ficou mais cara para quem mora em Campinas. Segundo o Observatório PUC-Campinas, o custo médio dos 13 produtos essenciais chegou a R$ 882,86 em setembro, uma alta de 5,99% em relação a agosto, quando o valor era de R$ 832,99.

São R$ 49,87 a mais em um mês. O resultado interrompe uma sequência de queda: de acordo com a CBN Campinas, a cesta vinha de dois meses consecutivos de recuo.

Comparação com agosto e com um ano atrás

O valor de setembro ainda ficou R$ 19,26 abaixo do recorde histórico da série, registrado em junho de 2026, quando a cesta custou R$ 902,12.

Na comparação com setembro de 2025, a cesta custava R$ 774,37. O valor atual é R$ 108,49 maior, o que representa alta de 14% em 12 meses.

Período Valor da cesta
Setembro de 2025 R$ 774,37
Agosto de 2026 R$ 832,99
Setembro de 2026 R$ 882,86
Recorde (junho de 2026) R$ 902,12

O que subiu e o que ficou mais barato

Dos 13 itens analisados, seis tiveram alta e sete ficaram mais baratos. O tomate foi o principal responsável pelo resultado, com aumento de 57,57% no preço em um mês.

Produto Variação em setembro
Tomate alta de 57,57%
Batata alta de 30,02%
Arroz alta de 5,92%
Óleo alta de 2,98%
Pão francês alta de 2,95%
Carne alta de 1,38%
Banana queda de 8,18%
Feijão queda de 5,14%
Café queda de 2,52%
Leite queda de 2,09%
Farinha queda de 1,86%
Manteiga queda de 1,14%
Açúcar queda de 1,02%

Por que tomate e batata encareceram

Segundo o economista Pedro de Miranda Costa, que coordena o levantamento, o salto do tomate vem da combinação de dois fatores: o frio prolongado atrasou a maturação do produto e, em seguida, o volume de chuvas travou a colheita, reduzindo a oferta.

As chuvas também pesaram no preço da batata. De acordo com o pesquisador, alimentos mais sensíveis ao clima, como esses dois, foram os mais afetados pelas baixas temperaturas e pelo excesso de chuva.

Peso no orçamento das famílias

O levantamento também mostra o impacto no bolso de quem recebe o piso nacional. Com o salário mínimo em R$ 1.621, uma cesta de R$ 882,86 consome mais da metade da renda mensal.

O pesquisador afirma que o salário mínimo perdeu poder de compra na comparação com setembro do ano passado. Segundo ele, apesar dos reajustes anuais, o trabalhador precisa comprometer uma parcela maior da renda para comprar os mesmos produtos. Acompanhar esses indicadores é importante para saber se os reajustes salariais estão acompanhando o custo de vida.

Cenário em outras cidades

A CBN Campinas informa que a alta acompanha o que foi visto em boa parte do Sudeste. Em setembro, São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória também registraram aumento no custo dos alimentos essenciais, enquanto Belo Horizonte foi a única capital do levantamento com queda.

Onde se informar

Os números aqui apresentados são do levantamento mensal do Observatório PUC-Campinas, divulgado em 15 de outubro de 2026. Para conferir a metodologia e os valores completos da série, consulte os canais do Observatório PUC-Campinas.

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Perguntas frequentes

Quanto custa a cesta básica em Campinas em setembro de 2026?

Segundo o Observatório PUC-Campinas, o custo médio da cesta básica foi de R$ 882,86 em setembro. O valor considera 13 produtos essenciais.

Quanto a cesta básica subiu em relação a agosto?

A alta foi de 5,99%. Em agosto, a cesta custava R$ 832,99, ou seja, R$ 49,87 a menos que em setembro.

Qual produto mais subiu de preço na cesta básica de Campinas?

O tomate teve a maior alta, de 57,57%. Depois vêm a batata (30,02%), o arroz (5,92%), o óleo (2,98%), o pão francês (2,95%) e a carne (1,38%).

Por que o tomate e a batata ficaram mais caros?

O frio prolongado atrasou a maturação do tomate e o volume de chuvas travou a colheita, reduzindo a oferta. As chuvas também afetaram o preço da batata.

Quais itens da cesta básica ficaram mais baratos em setembro?

Sete produtos tiveram queda. As maiores foram da banana (-8,18%) e do feijão (-5,14%), seguidas por café, leite, farinha, manteiga e açúcar.

Quanto a cesta básica subiu em 12 meses em Campinas?

Em setembro de 2025, a cesta custava R$ 774,37. O valor atual é R$ 108,49 maior, o que representa alta de 14%.

Quanto da renda de quem ganha salário mínimo a cesta básica consome?

Com o salário mínimo em R$ 1.621, uma cesta de R$ 882,86 consome mais da metade da renda mensal. O salário mínimo perdeu poder de compra na comparação com setembro do ano passado.

Quem faz o levantamento da cesta básica em Campinas?

O levantamento é do Observatório PUC-Campinas, coordenado pelo economista Pedro de Miranda Costa. Ele acompanha o custo médio de 13 produtos essenciais na cidade.

Fontes

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