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Cidade e serviços

Rua 13 de Maio e o comércio do Centro de Campinas

O calçadão da Rua 13 de Maio é o principal eixo de comércio popular do Centro de Campinas. Veja a história, a obra do piso novo e dicas para a visita.

Por Redação Campinas SP · revisado por Thomas SoaresPublicado em · 4 min de leitura

Calçadão da Rua 13 de Maio, no Centro de Campinas, com palmeiras, postes e lojas de portas fechadas numa manhã de sol
Foto: enioprado (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons

Quem quer resolver várias compras a pé, num lugar só, costuma acabar na Rua 13 de Maio. O calçadão é o eixo mais conhecido do comércio do Centro de Campinas, a região que concentra boa parte do comércio e dos serviços da cidade e da Região Metropolitana.

Em 2026 a rua está em obra: desde agosto, a Prefeitura troca o piso do calçadão. Este guia conta como a 13 de Maio virou o que é, o que está mudando e o que saber antes de ir.

Do trânsito de carros ao calçadão

A partir da década de 1970, enquanto Campinas crescia para outros eixos, surgiram vários projetos para valorizar o Centro e devolver os espaços públicos ao pedestre. Entre eles, o que mais marcou a cidade foi o que criou o calçadão da Rua 13 de Maio, transformando-a numa via exclusiva para pedestres.

Segundo um estudo publicado por pesquisadores ligados à Unicamp, o calçadão consolidou a 13 de Maio como um eixo de consumo, de comércio e de serviços, sobretudo populares. Os autores lembram que muita gente via essa popularização como degradação, mas destacam que essas atividades aquecem o trabalho no local e seguem sendo uma grande fonte de empregos.

Projetos que tentaram mudar a rua

A 13 de Maio entrou em quase todos os planos para o Centro. Em março de 1983 surgiu o projeto “Novo Centro de Campinas: Revitalização da Rua Treze de Maio”, do arquiteto Ruy Ohtake. A proposta era cobrir a rua com uma estrutura metálica e material translúcido, transformando o calçadão numa espécie de shopping de rua, com mezanino ligando os andares de cima dos dois lados.

A ideia nasceu da concorrência com os shopping centers, que nos anos 1980 passaram a atrair o consumo com segurança e horário noturno. A cobertura voltou a aparecer em planos posteriores, mas a rua seguiu a céu aberto.

Em 2002, o Plano de Requalificação Urbana da Área Central elegeu a 13 de Maio como uma das cinco áreas de referência do Centro, ao lado do Largo do Carmo, do Largo da Catedral, da Estação e do Mercadão. Para a rua, o plano previa galerias subterrâneas para embutir a fiação elétrica e de telefonia, piso novo, nova iluminação, recuperação das fachadas e regras para a publicidade. Hoje, segundo a Wikipédia, a 13 de Maio é uma das poucas ruas do Centro com fiação subterrânea, ao lado das avenidas Campos Sales e Francisco Glicério.

A obra do piso novo em 2026

A reforma mais recente começou em 10 de agosto de 2026, conduzida pela Secretaria de Serviços Públicos, com investimento de cerca de R$ 1 milhão. O piso de cimento, poroso e mais frágil, está sendo trocado por piso intertravado, mais resistente ao fluxo de pessoas e aos caminhões que fazem a reposição das lojas.

Etapa Trecho Quando
Primeira Da Estação Cultura até a rua Ernesto Kuhlmann (cerca de 550 metros) De 10 de agosto ao fim de novembro de 2026
Segunda Da rua Ernesto Kuhlmann até a avenida Francisco Glicério Prevista para o início de 2027

No total, a obra deve cobrir cerca de 800 metros lineares de calçadão. Até 31 de agosto, já tinham sido instalados 1 mil metros quadrados de piso novo. O trabalho avança dois quarteirões por vez, e um só começa quando o anterior termina, para atrapalhar menos o comércio. Os trechos em obra ficam sinalizados com placas, cones e fitas.

Dois detalhes chamam atenção:

  • O mosaico português fica. As pedras perto das entradas das lojas são tombadas pelo patrimônio histórico. Elas são retiradas para o nivelamento e depois recolocadas.
  • As grades do meio do calçadão, que escoam a água da chuva, estão sendo presas com garras e chumbadas no chão, para não se soltarem mais.

A obra para perto da Black Friday e durante todo o mês de dezembro, por causa das vendas de Natal.

Limpeza diária

O calçadão está na lista de vias lavadas pela Prefeitura na rotina do Centro, ao lado das avenidas Senador Saraiva e Francisco Glicério e de ruas como Dr. Delfino Cintra, José Paulino e Coelho Neto. A lavagem usa água quente e fria, desengordurante e desinfetante.

Dicas para quem vai à 13 de Maio

  • Comece pela Estação Cultura. O calçadão começa ali, e o prédio histórico vale a parada: conheça a história da Estação Cultura.
  • Junte com o Mercadão. O Mercado Municipal fica no mesmo Centro e completa o passeio de compras.
  • Atenção aos trechos em obra até o fim de novembro: siga a sinalização de placas, cones e fitas.
  • Horário das lojas: não há um horário único oficial para o comércio da rua. Cada loja define o seu, e o movimento costuma mudar perto de datas como o Natal.

Para pedir limpeza, conserto de piso ou informar problemas no calçadão, o canal da Prefeitura é o 156, por telefone, pelo WhatsApp (19) 2116-0156 ou pelo Portal do Cidadão. Notícias sobre o andamento da obra saem no site oficial da Prefeitura de Campinas (campinas.sp.gov.br).

Veja também o roteiro a pé pelos prédios históricos do Centro.

Perguntas frequentes

Onde começa a Rua 13 de Maio em Campinas?

O calçadão começa na região da Estação Cultura, no Centro, e segue em direção à avenida Francisco Glicério, passando pela rua Ernesto Kuhlmann.

Desde quando a 13 de Maio é calçadão?

O calçadão nasceu dos projetos de valorização do Centro que surgiram a partir da década de 1970, que transformaram a rua numa via exclusiva para pedestres. As fontes consultadas não trazem a data exata da inauguração.

O que está sendo feito na obra da Rua 13 de Maio?

A Prefeitura está trocando o piso de cimento por piso intertravado, mais resistente, e firmando as grades de escoamento da chuva. O mosaico português perto das lojas é retirado, nivelado e recolocado, porque é tombado.

Até quando vai a obra da 13 de Maio?

A primeira etapa segue até o fim de novembro de 2026, com pausa perto da Black Friday e em dezembro, por causa das vendas de Natal. A segunda etapa, da rua Ernesto Kuhlmann até a avenida Francisco Glicério, está prevista para o início de 2027.

Quanto custa a reforma do calçadão?

O investimento informado pela Prefeitura é de cerca de R$ 1 milhão, da Secretaria de Serviços Públicos.

A Rua 13 de Maio tem fiação enterrada?

Sim. Segundo a Wikipédia, ela é uma das poucas ruas do Centro com fiação subterrânea, ao lado das avenidas Campos Sales e Francisco Glicério.

Qual o horário das lojas da Rua 13 de Maio?

Não há um horário único oficial para o comércio da rua. Cada loja define o seu, e o movimento muda em datas como o Natal.

Fontes

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