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Mobilidade

VLT até Viracopos e novos BRTs: o que diz o estudo federal para a mobilidade da região de Campinas

Estudo do BNDES e do Ministério das Cidades propõe VLTs e corredores de BRT para a Região Metropolitana de Campinas, com investimento de R$ 6,47 a 7,76 bilhões.

Por Redação Campinas SP · revisado por Thomas SoaresPublicado em · Atualizado em · 2 min de leitura

Terminal Central de ônibus de Campinas, no Centro da cidade
Foto: Paulo Humberto (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons

O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana, feito pelo BNDES e pelo Ministério das Cidades, desenhou como pode ser a próxima geração do transporte público na Região Metropolitana de Campinas: linhas de VLT (o veículo leve sobre trilhos) e corredores de BRT (ônibus em faixa exclusiva, com estações). O investimento estimado vai de R$ 6,47 bilhões a R$ 7,76 bilhões.

Vale entender o que isso significa: é um trabalho de planejamento, com horizonte até 2054. Ele aponta onde vale investir, mas não é obra contratada. Cada linha ainda depende de projeto detalhado, financiamento e licitação.

As linhas propostas

Linha Tipo Extensão Custo estimado Demanda por dia
Sumaré–Campinas VLT 24,89 km R$ 2,63 bilhões 68.820
Viracopos–Campinas VLT 22,14 km R$ 2,31 bilhões 48.820
Miguel Burnier BRT 6,08 km R$ 259,34 milhões 74.334
Unicamp BRT 8,03 km R$ 306,45 milhões 23.130
Orosimbo Maia BRT 6,30 km R$ 239,30 milhões 18.230

O eixo Santos Dumont: VLT ou BRT

O eixo Santos Dumont, com 18,01 km e demanda estimada de 57.570 passageiros por dia, foi estudado de dois jeitos: como VLT, por R$ 2,00 bilhões, ou como BRT, por R$ 716,06 milhões. É essa escolha que explica a faixa do investimento total: perto de R$ 6,47 bilhões com o BRT e de R$ 7,76 bilhões com o VLT.

O Terminal Central, no Centro, é o ponto de encontro de boa parte das linhas de ônibus de Campinas.
O Terminal Central, no Centro, é o ponto de encontro de boa parte das linhas de ônibus de Campinas. Foto: Paulo Humberto (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons

O que muda para quem mora na região

Se tudo saísse do papel, a rede de transporte estruturado da Região Metropolitana passaria de 83 km para 161 km, preparada para atender cerca de 348 mil passageiros por dia útil. O estudo estima uma redução de 14% no tempo médio de viagem e a possibilidade de evitar 477 vítimas de sinistros de trânsito por ano na região.

O Estado também estuda um VLT

Em paralelo, o governo de São Paulo, pela Secretaria de Parcerias em Investimentos, contratou estudos para um VLT ligando Sumaré, Campinas e Hortolândia, com integração prevista com o Aeroporto de Viracopos. A conclusão dos estudos estava prevista para 2026. Ou seja: além da Prefeitura, o governo federal e o governo do Estado estão na mesa das decisões. O Campinas SP vai acompanhar cada etapa.

Perguntas frequentes

O VLT de Campinas já vai ser construído?

Ainda não. As linhas aparecem num estudo de planejamento federal. Para virar obra, cada projeto precisa de detalhamento, financiamento e licitação.

Qual seria o trajeto do VLT até Viracopos?

O estudo prevê uma linha de 22,14 km entre o Aeroporto de Viracopos e Campinas, com demanda estimada de 48.820 passageiros por dia.

O governo do Estado também estuda VLT na região?

Sim. O governo de São Paulo contratou estudos para um VLT ligando Sumaré, Campinas e Hortolândia, com conclusão prevista para 2026, segundo a ABIFER.

Fontes

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