Bairros com risco de dengue em Campinas: 32 áreas no alerta de arboviroses
Prefeitura divulgou o 40º Alerta Arboviroses com 32 bairros de maior risco para dengue. Cidade soma 4.053 casos e nenhuma morte em 2026.
Por Redação Campinas SP · revisado por Thomas SoaresPublicado em · 3 min de leitura

A Secretaria de Saúde de Campinas divulgou na quinta-feira (1º de outubro) o 40º Alerta Arboviroses Campinas em 2026, que aponta 32 bairros com maior risco para dengue na última semana. A cidade soma 4.053 casos confirmados entre 1º de janeiro e a segunda-feira, 28 de setembro, e não registrou mortes pela doença neste ano.
O objetivo do alerta é estimular os moradores a intensificar a busca por criadouros em casa e orientar sobre o combate ao Aedes aegypti, mosquito que transmite a doença. Nas áreas listadas, a Prefeitura passa a fazer mais ações para eliminar criadouros e a reforçar a comunicação com os moradores.
Os 32 bairros do alerta
A lista da Secretaria de Saúde está organizada por região da cidade:
| Região | Bairros |
|---|---|
| Leste | Vila Itapura, Vila 31 de Março, Vila Lafayette Álvaro, Parque Brasília, Jardim Flamboyant, Vila Nogueira |
| Noroeste | Vila Padre Manoel de Nóbrega, Jardim Garcia, Conjunto Residencial Parque São Bento, Conjunto Habitacional Parque da Floresta, Cidade Satélite Íris I |
| Norte | Bonfim, Botafogo, Vila Proost de Souza, Jardim Chapadão |
| Sudoeste | Loteamento Residencial Porto Seguro, Conjunto Habitacional Vida Nova, Núcleo Residencial Vila Vitória, DIC V, DIC VI, Jardim Melina, Jardim Aeronave de Viracopos |
| Sul | Jardim Puccamp, Jardim Columbia, Jardim San Diego, Parque das Camélias, Jardim Mercedes, Vila Abaeté |
| Suleste | Parque Jambeiro, Jardim Santa Judith, Jardim Leonor, Ponte Preta |
O alerta também se aplica aos bairros menores do entorno das regiões indicadas. E as orientações valem para a cidade inteira, inclusive para bairros que estavam na lista da semana anterior e não aparecem nesta edição.
Como a lista é montada
A Saúde considera uma série de indicadores para elaborar o material. Entre eles estão a incidência de casos, o eventual registro de nova transmissão, a necessidade de reforçar o trabalho onde há imóveis sem acesso, a densidade populacional e a comunicação sobre as ações dos agentes.
O que já foi feito
Entre o primeiro dia de 2026 e 23 de setembro, foram realizadas 1.270.445 visitas a imóveis para controle de criadouros e ações educativas. A nebulização costal, feita com equipamento carregado nas costas, chegou a 53.382 logradouros no mesmo período.
Na rede municipal, as visitas são feitas por agentes comunitários de saúde, agentes de controle ambiental e funcionários de uma empresa contratada para prevenção e combate às arboviroses. Para saber como identificá-los, a Prefeitura mantém uma página com uniformes, crachás e telefones: https://www.campinas.sp.gov.br/noticias/uniformes-crachas-e-telefones-saiba-identificar-agentes-da-saude-nas-visitas-domiciliares-145517
O que fazer em casa
A Prefeitura reforça que o controle depende da atuação de todos. Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde aponta que 80% dos criadouros estão dentro de casa, o que torna a rotina de cada morador decisiva.
As orientações são simples:
- Evite o acúmulo de água em latas, pneus e outros objetos.
- Troque a água dos vasos de plantas a cada dois dias.
- Retire o pratinho do vaso ou lave com bucha, água e sabão a cada sete dias.
- Mantenha a caixa d’água bem vedada.
- Deixe fechados os vasos sanitários que não estão em uso.
- Destine corretamente os resíduos.
Onde se informar
O alerta é divulgado semanalmente pela Secretaria de Saúde. Para conferir a relação completa e as orientações atualizadas, consulte o site da Prefeitura de Campinas em campinas.sp.gov.br. Se um agente de saúde visitar sua casa, confira a identificação antes de permitir a entrada.
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Perguntas frequentes
Quantos bairros de Campinas estão com maior risco para dengue?
O 40º Alerta Arboviroses divulgado em outubro lista 32 bairros com maior risco de transmissão. O alerta também vale para bairros menores no entorno das áreas indicadas.
Quantos casos de dengue Campinas confirmou em 2026?
Entre janeiro e setembro, foram confirmados 4.053 casos de dengue no município. A Prefeitura informa que não houve óbitos pela doença neste ano.
Como o alerta de dengue define os bairros de maior risco?
A Secretaria de Saúde considera indicadores como incidência de casos, registro de nova transmissão, necessidade de reforço onde há imóveis sem acesso, densidade populacional e comunicação sobre as ações dos agentes.
Moro em bairro que não está na lista. Preciso me preocupar?
As orientações valem para toda a cidade, inclusive para bairros que estavam na lista anterior e não aparecem nesta edição. Verificar criadouros em casa é recomendado a todos os moradores.
Onde ficam os principais criadouros do mosquito Aedes aegypti?
Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde aponta que 80% dos criadouros estão dentro de casa. Os focos mais comuns são recipientes, latas, pneus e outros objetos que acumulam água.
Como cuidar dos vasos de plantas para evitar a dengue?
A água dos vasos deve ser trocada a cada dois dias. O pratinho deve ser retirado ou limpo com bucha, água e sabão a cada sete dias.
O que fazer com a caixa d'água e os vasos sanitários?
A caixa d'água precisa ficar bem vedada. Vasos sanitários que não estão em uso devem permanecer fechados.
Como saber se quem bate à minha porta é agente de saúde de verdade?
As visitas são feitas por agentes comunitários de saúde, agentes de controle ambiental e funcionários de empresa contratada pela Prefeitura. A Prefeitura mantém uma página com uniformes, crachás e telefones para identificá-los.
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